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Pintura Escrita por Michael Cain

150 x 120 cm

Acrílico s/ tela

2004

Pintura Escrita por MICHAEL CAIN

 

Estou a ver azul, profundos, ricos, escuros azuis, que são mais escuros no topo. À medida que descemos no quadro ele torna-se mais claro e mais vermelho ou, na verdade, castanho/ púrpura. A mudança é suave.

 

Existem pequenas linhas /formas circulares como um “u”, mas com uma curva mais suave. Vêm do lado superior esquerdo e correm para o canto inferior direito.

 

São divertidas, estão na sua própria dimensão. Ocupam o seu próprio espaço na obra. São escuras, mas é difícil dizer de que cor são verdadeiramente. Nadam, amam, estão a dizer alguma coisa.

 

Do centro, emanando para fora numa esfera, existe um anel de faces, mas pouco claro e difícil de ver. Se olhar para o quadro pela primeira vez provavelmente nem reparará nelas. São maioritariamente textura. Misturam-se com o que as rodeia.

 

Tudo é muito suave, uma vibração, uma frequência. Pode observar-se o conjunto e sentir-se bem, ou observar algumas particularidades.

Finalmente, deverá ter debaixo de tudo, de alguma maneira, África. Trata-se da alvorada do homem, a alvorada do tempo, mas antes da forma, vida, ou, pode dizer-se, dualidade. É religioso, mas não de religiões ocidentais.

 

Michael Cain

EUA, setembro 2003